3.4.14

Podíamos entristecer-nos como antes, mas não. o tempo fez-se novas estações e de nós brotaram homens e fizeram-se mulheres. Nada é como antes.

1.4.14

Memória futura.


4.12.13

20.11.13

Tenho para mim que vivemos tempos de escuridades e obscuridões. Mas há pontos de luz. Há pontos de luz.

3.11.13

Alegre-se todo aquele que desconhece o sentido da sua vida: a vida é desprovida de sentido. Desta forma se libertam os espíritos inquietos do peso do não-saber.

31.10.13

A simples sobrevivência do nosso eu empírico pode lançar-nos para situações em que somos forçados a conviver com seres humanos que se revelam verdadeiros obstáculos epistemológicos. São estes seres dotados de uma dupla perigosidade: não só não emitem qualquer estímulo como também nos condenam a viver na ilusão de que a nossa mente, por mais fecunda, dele não necessita.

21.10.13

Nota mental enquanto almoço.

Gosto de olhar pelas janelas. Não de dentro para fora (embora também goste de o fazer). Gosto acima de tudo de, na rua, fazer repousar os olhos sobre as luzes que se acendem e apagam, as sombras que vêm e vão, as portas que se abrem, às vezes a intermitência de um ecran de televisão. Detenho-me a descrever o que vejo em cada um daqueles pequenos palcos. Dou-lhes nomes, ordeno-lhes argumentos - talvez não lhes invente histórias, talvez sejam eles quem mas contam a mim.

7.10.12

Domingo. Palpito. Latejo.

25.9.12

Na meteorologia, como na economia e nos valores: afundar, alagar, meter água. Urge reinventar, renascer, quebrar todos os alicerces, para depois reerguer, mais forte e puro. A revolução terá de ser feita. Ainda hoje, se possível. Morramos todos para que se gere uma nova vida.

11.9.12

Nunca vou saber dizer adeus. E assim vou pela vida, regressando, como se as noites pudessem repetir-se nalguma manhã.