- E pensar que ainda somos desconhecidos!
- É com esse suspiro patético que explicas a fraude e o desamor?
- E tu, é assim que continuas a adiar-te para um futuro incerto?
- Que posso fazer senão adiar, se nunca me estás?
- Estou sempre, mesmo quando não estou ou não posso estar.
- Que saudades tinha dos teus delírios paranóicos e das tuas respostas vagas!
- Que saudades tinha de me lembrar do quanto me veneras!
- Se te fosse a dar ouvidos, há muito que teríamos perecido...
- Esqueces-te de que nunca houve um "nós"...
- E isso incomoda-te?
- Nada, absolutamente nada.
- Então não sei por que não és capaz de apenas estar, em silêncio.
- Vamos ter um filho?
- Claro que não!
- Às vezes detesto-te, detesto-te!
- Como se alguma coisa mudasse por te fazer um filho!
- Não percebes que podia mudar tudo?
- Percebo que não mudaria absolutamente nada.
- Percebo é que nunca deveria ter dito "Sim".
- Diz isso ao teu marido!
- O meu casamento não é para aqui chamado.
- O teu casamento é o nosso único e derradeiro elo, meu amor.
Bom fim-de-semana!
Há 11 horas